O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 02/10/2023

A Constituição Federal de 1988 foi um marco na história brasileira, pois foi a primeira vez que o País teve uma Constituição que tem como uma de suas bases o direito ao lazer. No entanto, esse avanço se mostrou insuficiente, visto que os bens e poder de consumo vem sendo um privilégio aos ricos de classe social soberba, deixando de lado a população pobre com pouco aproveitamento de tais capacidades. A solução de tal problemática se mostra essencial para a garantia da cidadania de todos, porém tem como estorvo um desenvolvimento brasileiro desigual e um descaso da classe política.

Nesse sentido, no livro “A Elite do Atraso”, o autor brasileiro Jessé Souza discorre sobre como o desenvolvimento socioeconômico brasileiro foi guiado por uma elite que apenas se interessava pelos lucros rápidos e todos os outros fatores ficavam à mercê desse. Indubitavelmente, esse processo levou a um cenário onde o direito dos brasileiros mais pobres se tornaram secundários, tornando um privilégio e não um direito básico, dificultando assim a prática do direito do cidadão brasileiro, de modo em que os ricos consumam exageradamente e ontentem uma vida de luxo que poucos possuem na realidade da vida da maior parte dos brasileiros.

Diante desse cenário, é notório como isso levou a um país onde os direitos sociais são secundários, levando a uma dificuldade dos brasileiros a exercer o direito de consumir, sendo exemplo a fome durante a pandemia no Brasil, o desemprego ocasionado em decorrência da Covid-19 deixou milhares de pessoas sem renda para a compra de alimentos, aumentou o número de pessoas em nível de pobreza e colocou o Brasil novamente no Mapa da Fome, a ação do governo é essencial para evitar tais problemáticas na sociedade.

Em suma, o cenário exige uma ação robusta do estado e da sociedade civil. Portanto, a União, por meio do Ministério da Economia, deve criar um plano de auxílio a famílias mais necessitadas, com fundo próprio e em parceria com estados e municípios, deve destinar verbas e ajuda técnica para os municípios de maior fragilidade. Além disso, a sociedade civil deve se unir para eleger políticos de visem a diminuição de tal problema.