O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 03/10/2023

A Constituição Federal, concebida em 1988, durante o processo de redemocratização, promete assegurar o direito de todos os cidadãos brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que o consumo e a cultura de ostentação se configura como uma falha no princípio de isonomia, pois o impulso para consumir e adquirir bens materiais podem ocasionar em uma desestruturação da vida financeira e por consequência, afetar a saúde mental da população. Logo, percebe-se que o consumismo e a cultura de ostentação possuem raízes amargas motivadas não só pelos influenciadores digitais, que vendem a imagem de uma vida ilusória, mas também pela falta de acesso a educação financeira.

Em princípio, destaca-se a imagem de uma vida perfeita ligada ao consumismo e compartilhada pelos influenciadores digitais em suas redes digitais como uma das causas do problema. Segundo um estudo publicado na revista Exame em 2022, 67% dos consumidores digitais tomam suas decisões de compras baseado em indicações de influenciadores digitais e por várias vezes, sem uma análise da necessidade do produto ou o impacto gerado na sua situação financeira.

Ademais, verifica-se que um dos motivos do agravamento do problema é a falta de acesso a educação financeira. De acordo com uma matéria publicada pela revista Veja em 2022, cerca de 28,1% das pessoas endividadas e inscritas no banco de dados da Serasa, nunca tiveram acesso a materiais de auxílio e saúde financeira.

Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas enfrentados pelo consumo descontrolado e a cultura de ostentação no Brasil. Para isso urge que o Ministério da Economia(ME) em parceria com o Ministerio da Educação(MEC) e o Ministério das Comunicações(MCom), promovam uma campanha para desenvolvimento da educação e controle financeiro tanto na população jovem,através de palestras e conteúdo voltado a economia na grade curricular escolar, como em adultos, através de mini cursos exibidos em canais abertos durante o espaço comercial e consequentemente, amenizando os problemas causados pelo descontrole financeiro e pela ilusão de uma vida perfeita criada pelos influenciadores em suas redes sociais.