O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 04/10/2023
A Contituição de 1988 foi um marco na história brasileira, póis foi a primeira vez que o país teve uma contituição que tem como uma de duas bases o direito ao lazer. No entanto, esse avançõ se mostrou insuficiente, visto que os bens e poder de consumo vem sendo um peivilegio aos ricos de classe social soberba, deixando de lado a população pobre com pouco aproveitamento de tais capacidades. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a secundarização dos diretos no Brasil impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.
Diante desse cenário, nota-se a inoperância governamental como fator agravante do consumismo no Brasil. De acordo com o geógrafo Milton Santos, em seu texto “As Cidadanias Multiladas”, a cidadania atinge a plenitude de sua eficácia quando os diretos do corpo social, em sua totalidade, são homogeneamente desfrutados. Todavia, no contexto hodierno, a passividade do Estado distancia a populaçaõ negligênciada dos diretos constitucionalmente garantidos, à medida que, nessa forma de cultura, as garantias do direto não são respeitados. Dessa forma, enquanto a máquina pública negligenciar sua responsabilidades, o problema perdurará e os direitos dos cidadãos continuarão a ser multilados de forma sistemática.
Além disso, é nótorio como no Brasil houve uma secundarização histórica dos direitos, Nesse sentido, no livro “A Elite do Atraso”. o autor brasileiro Jessé Souza discorre sobre como o desenvolvimento no Brasil foi guiado por uma elite interessada apenas nos lucros rápidos e todos os direitos da população ficaram a mercê e, como consequência, um cenário onde a autonomia individual é um direto secundário.
Em suma, o cenário exige uma ação robusta do Estado e da sociedade civil. Portanto, a União, por meio do Ministério da Economia, deve criar um plano de auxilio a famílias mais necessitadas, com fundo próprio e em parceria com estados e municípios, deve destinar verbas e ajuda técnica para os municípios de maior fragilidade. Além disso, a sociedade civil deve se unir para garantir os seus diretos, por meio de escolhas de representantes que visem a diminuição de tal problema. Assim dessa forma haverá o respeito aos constituentes de 1988.