O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 05/10/2023
No filme “As patricinhas de Beverly Hills, Cher é uma adolescente mimada, imediatista e extremamente popular em sua escola.Morando em uma mansão com seu pai e irmão, sempre que se sente frustrada ou triste vai às compras, visando se sentir melhor e aproveitando para atualizar suas roupas de verão. Infelizmente, a narrativa não destoa da realidade brasileira, uma vez que as pessoas usam de seus poderes aquisitivos para a validação de suas emoções egocêntricas, não só cognitivas, mas emocionais.
Tal conjuntura deve-se ao fato de haver uma alta necessidade de exibição atrelada as mídias sociais. Nesse sentido, o escritor marxista Guy Debord em sua obra “A sociedade do Espetáculo” afirma que os homens estão vivendo em uma completa escuridão, o qual não entendem o porquê de suas ações, mas o fazem em busca de uma contemplação. Este fato pode ser observado na socidade, nas famosas postagens em aplicativos midiáticos, quando uma roupa nova, um objeto ou um dia de treinos na academia finalizado, só é validado ao ser postado. O que demonstra uma sociedade altamente enferma psicológicamente.
Consequentemente, o poder de compra e o consumo exacerbado tornaram-se um transtorno emocional para as gerações atuais do país. Tal comportamento ascendeu na Inglaterra durante a Revolução Industrial ocorrida no século XVIII, e repercutiu de maneira negativa pelo mundo. Para o sociólogo Emili Durkheim, anomia social é tudo aquilo que foge aos padrões da sociedade, e desse modo, as pessoas buscam por aceitação/admiração e quando não o têm, desenvolvem ansiedade, depressão e muitos outros problemas que implicam diretamente na qualidade de vida desses. O que preocupa as autoridades do país.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para tanto, o Ministério da Saúde em conjunto com as médias socias deve alertar a sociedade para as consequências de se viver em prol do outro em busca de validação, por meio de propagandas televisivas, outdoor’s , panfletos e comerciais televisivos, para que esse corpo social comporte-se de maneira madura tanto economicamente quanto emocionalmente. Espera-se com essa ação, uma população mais disposta a viver a vida em sua plenitude.