O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 22/10/2023
A Constituição Federal de 1988 assegura os direitos e o bem-estar da sociedade de modo a alcançar a harmonia e a equidade social. Entretanto, o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil vão contra os objetivos almejados pela Constituição Cidadã, representando um obstáculo de grandes proporções. Isso ocorre devido à uma produção cultural em massa em consonância com a alienação gerada por essa superprodução, o que gera empecilhos.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar que uma manifestação cultural em massa é feita visando o consumismo da população. Diante disso, de acordo com o sociólogo Herbert de Souza, Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo sua ciência, muda sim pela sua cultura. Sob esse viés, se a indústria cultural impõe manifestações que são voltadas ao consumo, desprezando a crítica e a individualidade, isso terá um impacto claro na realidade do país. Assim, exemplificando essa situação, o TikTok, importante rede social atual, contém influenciadores digitais que por meio de publicidades e vídeos que são a eles propostos, medeiam e impactam no conteúdo de seu público e concomitantemente em suas decisões de consumo, objetivando o gasto de seus seguidores e o lucro das empresas pagantes do anúncio.
Ademais, é válido destacar que a alienação contribui com o consumismo, uma vez que a sociedade encontra-se com o ideal crítico comprometido. Acerca disso, segundo a filósofa Simone de Beauvoir, É preciso erguer o povo à altura da cultura e não rebaixar a cultura ao nível do povo. Nessa lógica, fica evidente que os ambientes culturais em suas produções artísticas e publicitárias na tentativa de abranger o maior número de pessoas, criam conteúdos que levam o consumidor à um ideal que confere valor para aquele produto, impedindo que haja uma reflexão crítica. Desse modo, a população adquire um produto com a falsa ideia de que este produto conferirá a si os mesmos atributos que o anunciante possui.
Em suma, medidas são necessárias para combater esse problema. Portanto, o Ministério da Cultura (MinC), órgão responsável por questões de cultura, deve, por meio de campanhas e palestras, educar e conscientizar a população, com a finalidade de melhorar a realidade cultural no Brasil.