O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 28/10/2023
Na Idade Moderna, o volume do vestido das mulheres, babados e cores era proporcional ao poder econômico de sua classe. Assim, havia uma certa ostentação e hierarquia pelos itens que a pessoa usufruía. Em um cenário mais atual, a cultura de ostentação é intrínseca ao consumismo, o que vem acarretando em problemas econômicos e sociais para os indivíduos.
Em primeiro plano, de acordo com Paulo Freire, o método de ensino atual é o mesmo que foi utilizado nas escolas no século XIX. Partindo dessa premissa, é possível inferir que as escolas atuais não preparam o indivíduo o suficiente para a vivência em sociedade, uma vez que não ensinam gestão financeira e não fortificam o senso crítico. Assim, essas pessoas se tornam mais suscetíveis à se endividarem para possuírem itens caros e inacessíveis, uma vez que, por não terem conhecimento suficiente, teorizam ser imprescindível o status social que alguns objetos, como celulares, carro e roupas agregam ao sujeito.
Outrossim, a grife de luxo francesa Hermes, conhecida mundialmente pelos preços exorbitantes, seleciona os clientes com base em seu status social, de forma a manter os itens da marca em um patamar de inacessibilidade. Sob essa premissa, tal atitude adotada pelas grandes marcas, faz com que haja uma perpetuação de uma hierarquia entre as pessoas, além de agregar mais valor à objetos do que aos seres humanos. Dessa forma, ocorre uma desvalorização da vida atrelado à supervalorização de itens triviais, gerando indivíduos mais individualistas e despreocupados com seu entorno.
Portanto, para que a problemática seja resolvida, é necessário ação. ONGs em parceria com empresas de educação privadas, como escolas particulares, devem por meio do fornecimento de minicursos e palestras semanais, ensinar gestão de dinheiro para jovens e adultos, com o intuito de minimizar o endividamento dessas pessoas. Além do mais, devem também ensinar disciplinas como História e Sociologia, com o intuito de ampliar a racionalidade e o senso crítico desses sujeitos frente à ostentação oferecida sistematizada pelo mercado capitalista.