O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 28/10/2023
Consoante aos juízos do filósofo holandês Espinosa, ser livre significa agir de acordo com a sua própria natureza e, concomitantemente, está associada a noção de responsabilidade, já que o ato de ser liberto implica assumir suas próprias ações. Não obstante, quando se observa o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil, nota-se a negligência social proveniente dessa liberdade. Logo, a problemática persiste interligada à priorização do prazer momentâneo e à noção de felicidade utópica.
Em primeiro plano, é necessário destacar que a teoria hedonista, que visa a busca pelo prazer extremo, é vista atualmente na atitude de muitos brasileiros. Diante disso, o consumismo tem sido usado como um escape para alcançar a sensação de satisfação, visto que o ato de compras desnecessárias em grandes quantidades, comprova que os cidadãos têm adquirido roupas, objetos de luxo e etc, em busca de se sentir melhor com a aprovação de outras pessoas, reforçando a ideia de ostentação. Sob esse víeis, aqueles que não possuem poder aquisitivo para ostentar através do consumo exacerbado se sentem deprimidos, tornando as diferenças sociais ainda mais aparentes.
Ademais, a noção de felicidade tem sido difundida de maneira utópica, interligando o consumismo e a cultura de ostentação a felicidade plena. Entretanto, essa falsa sensação é momentânea, potencializando cada vez mais o problema. Segundo o sociólogo Bauman, o ser humano passou de cidadão político a consumidor de mercado, tornando o consumo uma resposta a satisfação dos indivíduos. Diante desse cenário, faz-se necessária a criação de medidas que resolvam esse impasse.
Portanto, o governo, como órgão garantidor dos direitos dos indivíduos, deve, por meio do dinheiro de impostos, organizar um projeto em concordância com o sistema de saúde que disponibilize psicólogas para ajudar a população a entender que o prazer momentâneo não é saudável e que a felicidade não pode estar interligada ao ato de ostentar. Dessa maneira, o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil, chegarão ao fim e o ser humano poderá usufruir da sua liberdade para realizar o bem comum.