O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 31/10/2023

Segundo John Locke, filósofo britânico do século XVII, é dever do Estado garantir e expandir direitos a todos os cidadãos. No Brasil, entretanto, o consumismo e a cultura de ostentação não só aumenta os danos ambientais, mas também evidencia a desigualdade social existente. Nesse sentido, convém analisar causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática.

Diante desse cenário, o Brasil é o 4° país que mais produz lixo no mundo, segundo reportagem exibida pelo canal televisivo Globo News. Com isso, o aumento do consumismo, além de proporcionar endivimento para a população de baixa renda, que tenta se adequar as novas tendências, prejudica o meio ambiente. Esse fato, em contramão aos ideais do filósofo britânico, indica a falta investimento e eficiência do Estado em educar sua população acerca da separação de lixo e consumo consciente.

Em consonância, de acordo com o portal de notícias G1, aumentou nos últimos anos a “cultura ostentação”, divulgada principalmente por artistas em redes sociais e grandes veículos de comunicação. Essa ocorrência não só auxilia para o aumento do consumo, mas também colabora para a desigualdade social, uma vez que é criada uma cultura de superiodade aos indivíduos com maior poder aquisitivo, no qual, por consequência, inferioriza os cidadãos de baixa renda.

Dessa forma, a fim de seguir os ideiais de John Locke e reduzir esse problema, o Estado, principalmente por meio do poder executivo, deve promover campanhas de educação em grandes veículos de comunicação, acerca da importância da redução do consumo exagerado e separação do lixo. Essa atitude, consequentemente, auxiliaria não só para a redução da cultura de ostentação e o endividamento de grande parte das famílias brasileiras, que afeta principalmente a camada mais pobre da sociedade, mas também reduziria os danos ambientais causados pelo alto consumo da população.