O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 31/10/2023
A Constituição de 1988 foi um marco na história brasileira, pois foi a primiera ves que o país teve uma constituição que tem como uma de suas bases o direito ao lazer. No entanto, esse avanço se mostrou insuficiente, visto que os bens e poder de comsumo vem sendo um privilégio aos ricos de classe soscial soberba, deixando de lado a populção podre com pouco aproveitamento de tais capacidades. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a secundarização dos diretios no Brasil impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.
Diante desse cenário, nota-se a inoperância governamental como fator agravante com o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil. De acordo com o geógrafo Milton Santos, em seu texto “As Cidades Multiladas”, a cidadania atinge a plenitude de sua eficácia quando os direitos do corpo social, em sua totalidade, são homogeneamente desfrutados. Todavia, no contexto hodierno, a passividade do Estado distancia a populção negligenciada dos direitos contitucionalmente garantidos, à medida que, a ostentação nas mídias sociais é mais levada em consideração pelos seguidores e pela repercussão que isso vai dar ao usuário, levando-os a desejar aquilo que se vê na internet.
Além disso, é notório como no Brasil houve uma secundarização histórica dos direitos. Nesse sentido, no livro “A Elite do Atraso”, o autor brasileiro Jessé Souza discorre sobre como o desenvolvimento no Brasil foi guiado por uma elite interessada apenas nos lucros rápidos e todos os direitos da população ficaram à mercê e, como consequência, as pessoas ficando em segundo plano e sendo iludidas com uma realidades que vai muito além das suas vidas, destacando também que no Brasil a desigualdade é um fator muito grande para a contribuição da ostentação.
Em suma, o cenário exige uma ação robusta do Estado e da sociedade civil. Portanto, a União, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social, deve criar um plano de apoio, como palestras e campanhas, com fundo próprio, mostrando a realidade por trás da ostentação muito desejada. Além disso, a sociedade deve se unir para eleger representantes que visem a diminuição de tal problema. Assim garantindo os direitos dos constituintes de 1988.