O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 31/10/2023

No filme “O Preço do Amanhã”, a narrativa introduz a temática do consumismo e ostentação de forma diferente, o qual o dinheiro é substituido pelo tempo de vida, ou seja, quanto mais tempo se tem mais status e riqueza se possui, realizando uma critica à sociedade de consumo exagerado contemporâneo e ao capitalismo em questão. Embora seja uma obra ficcional, a produção cinematográfica possui verossimilhança notável, uma vez que apresenta um tema de elevada relevância na sociedade brasileira: o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil. Diante desse cenário, é imperioso ressaltar fatores que contribuem para a problemática, dando destaque à era das redes sociais e a forma de produção capitalista.

Em primeiro plano, cabe destacar o papel das redes sociais no consumo de massa. Nesse viés é pertinente citar o novo modelo de marketing das empresas atuais, as quais utilizam famosos e subcelebridades como consumidoras de seus produtos, incitando a população a adquirir produtos caríssimos e inúteis ao seu cotidiano somente para se sentirem poderosos. Dessa forma, depreende-se que o indivíduo, ao ser influenciado por esses sites e aplicativos, acaba adquirindo produtos com a única finalidade de ostentá-lo em suas plataformas.

Outrossim, é válido explicitar a forma de produção capitalista atual, a qual diz respeito ao consumismo intenso, evidenciando, por exemplo, a obsolescência programada, que diz respeito à validade pré estabelecida de produtos eletrônicos. Consecutivamente, tal cenário retoma ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, que discorre sobre a modernidade líquida, onde hoje, tudo é volátil e nada é feito para durar. Desse modo, a falta de discussão da temática fomenta os indivíduos a consumirem cegamente.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a problemática. Para tanto, urge que a fim de garantir a conscientização da socieadade acerca do consumismo desnecessário e ostentação, o Estado deve investir em propagandas midiáticas que elucidem a sociedade e informem acerca dos malefícios financeiros relacionados ao consumismo e ostentação. Ademais, o Ministério da Educação e Cultura deve inserir na base currícular nacional das escolas, aulas relacionadas à responsabilidade financeira, motivando maior conhecimento sobre a problemática.