O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 08/11/2023
No direito Constitucional do Brasil existe a garantia do bem comum entre todos e uma sociedade democrática justa e solidária. Destaca-se, no entanto, uma cultura de ostentação em detrimento da realidade vivida. Assim, a exibição excessiva ao luxo na mídia social pode prejudicar a sociedade, mas o coletivismo une até mesmo quem tem realidades sociais diferentes.
Observa-se que no Brasil a cultura da ostentação nas redes sociais está também atrelada ao excesso desenfreado de mostrar uma vida que na realidade não é algo do cotidiano da pessoa. Segundo o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), 33 milhões de pessoas passam fome no Brasil hoje, e além disso, 33,4 por cento da população vive com um salário mínimo ou menos. Com isso, idealizar uma forma de viver socialmente em luxúria pode trazer consequências financeira e psicológica ruim na população economicamente de baixa renda.
Por outro lado, viver de maneira coletivista aproxima o indivíduo da sua realidade, e a do outro e forma uma sociedade mais saudável. De acordo com Platão, filósofo e matemático grego, o importante não é viver, mas viver bem, a qualidade de vida é, muitas vezes, mais importante do que a própria existência. Dessa maneira, é importante o corporativismo para que a sociedade viva de forma inclusiva.
Logo, a população tem que buscar a autorrealização em práticas vividas não por aparência, mas por meio filantrópico e do cooperativismo, a fim de que a divulgação nas mídias digitais não seja de excesso ao luxo ou divulgação de um modo de se viver que, muitas vezes, não é real, mas de ajuda, altruísmo e bem-estar. Assim será possível viver comunitariamente.