O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 17/01/2024

Na atual fase do sistema capitalista, há um fenômeno conhecido como globalização do consumo voraz - padronização do consumo e homogeneização comportamental. Nesse sentido, as empresas fornecedoras passam a comercializar aquilo que é tendência no momento, obtendo-se sucesso nas vendas, uma vez que, um único produto atende, mesmo que de forma aparente, as expectativas de milhares de pessoas que exibe-os em suas mídias sociais. A partir desse contexto, é fundamental entender o que motiva o indivíduo a consumir deliberadamente para ostentar, bem como seu maior impacto social.

Desse modo, é válido pontuar o quanto a aceitação social tem sido a responsável pela ampliação do consumismo e da aparente quantidade de bens. Isso acontece porque, as pessoas querem ter seu lugar de sucesso nas redes sociais pois aparentemente determinam quem são no período hodierno. Nessa perspectiva, nota-se que, por tal presão da sociedade, o indivíduo entrega sua identidade única em prol de reconhecimento no principal meio de informação; fato social estudado pelo sociólogo Durkheim, chamado de coerção moral em que o indivíduo encontra-se na necessidade de fazer algo por pressão social. Assim, a suposta realidade passa a se tornar uma utopia de exibição totalmente feita por compras e produtos.

Além disso, como resultado do elevado consumo para aparição nas mídias, nota-se uma grave perda de identidade individual tendo-se assim uma padronização social. Essa questão está diretamente associada ao fato de a mídia ser uma maquinaria de moldes pelo qual a maioria percorre e o produto final é uma sociedade com desejos iguais, produzido pelo capitalismo informacional, tópico que foi objeto de estudo do geógrafo Milton Santos que explicíta o fato de as empresas produzirem primeiro o consumidor e depois o produto. Assim, tudo aquilo que foi proferido por pensadores da gênesis tecnológica, está se concretizando na sociedade atual.

Portanto, percebe-se a urgência em resolver o gasto exacerbado em produtos que exigem um alto consumo de capital apenas para aparição e satisfação própria. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Educação, crie campanhas de conscientização à população acerca do consumo em massa por influência. Tal iniciativa ocorrerá por meio da implantação de um Projeto Nacional de Rejeição ao Consumismo, o qual incentivará a sociedade a sair dos trilhos propostos pela Globalização e meditar acerca do que consome. Isso será feito afim de que os indivíduos preservem a sua cultura local e deixem de seguir a cultura de massas que está sendo propagada no mundo todo.