O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 21/01/2024

Segundo a socióloga Hannah Arendt, “A sociedade está insenbilizada pelo mal e,

assim, não se espanta com ele”. Em consonância, ao pensamento de Hannah a realidade do país atual não é diferente, devido ao fato de que a sociedade não está dando importância para o consumismo influenciado nas redes, sendo esse um desafio a ser sanado. Indubitavelmente, verifica-se a necessidade de desconstruir a omissão estatal e a falta de apoio midiático.

Cabe pontuar, em primeiro plano, que a inércia governamental é um dos fatores da problemática. Nesse sentido, o filósofo Thomas Hobbes argumenta que o bem-estar dos indivíduos é dever do Estado, no entanto, o governo se mostra incapaz de oferecer a população o acesso a necessidades básicas, como projetos sobre hábitos sutentáveis. Dessa forma, muitas pessoas são influenciadas por novidades no mercado e, por fim, compram produtos exageradamente sem ter noção das consequências financeiras e ambientais. Todavia, é paradoxal que, em uma nação que prevê a sadia qualidade de vida como direito inalienável, não se promova debates sobre a relevância de pensar na finalidade do produto antes de adquiri-lo.

Outrossim, é valido salientar que o silenciamento da mídia sobre a política de ostentação fomenta a problemática. Nesse viés, o filme " Os delírios de consumo de Becky Bloom", retrata a vida de uma mulher fascinada por compras e muito influenciada de maneira negativa por propagandas midiáticas, porém ao ser contratada para escrever artigos sobre sustentabilidade, ela percebe que seus hábitos estão desequilibrados. Fora da ficção, a realidade não é diferente, visto que tornou-se comum o cenário de acompanhar os lançamentos do mercado, mesmo sem estar precisando. Logo, urge tirar essa situação do silenciamento para atuar sobre ela.

Portanto, compete ao Estado em conjunto com a Mídia, o dever de conscientizar a população sobre a importância do consumo equilibrado, por meio de debates e projetos de incentivo à sustentalidade realizados por profissionais nessa área, a fim de garantir que todos tenham acesso a informações em relação à aquisição e ao descarte de produtos de forma sustentável.