O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 15/04/2024

Ao longo da evolução humana a origem do valor de cada cidadão foi mudando, de modo que o qual antes vinha da razão e do pensamento se tornou vindo do dinheiro e dos bens de consumo, dessa forma percebe-se a forte presença do consumismo e da cultura de ostentação no Brasil, vindos da prevalência de uma lógica de mercado e causadores da inversão de papeis entre homem e mercadoria.

Primeiramente, o ideal da sociedade foi corrompido pela força do capitalismo. Hoje, com as redes sociais, é muito comum se deparar com a alta valorização de bens em postagens, uma vez que as pessoas tendem a compram com o dinheiro que não têm o que não precisam para impressionar quem não gostam, isso visivelmente se encaixa no conceito de “fetichismo da mercadoria” de Karl Marx, visto que ele se baseia na superação dos produtos em relação aos indivíduos no que se refere às relações sociais, nesse sentido o dinheiro se torna necessário para ditar o interesse, a importância e a fama de alguém. Dessa forma prendendo o homem em um ciclo de consumo e ostentação.

Assim, em meio a tanto exibicionismo e luxo externo o sujeito se vê inferior à mercadoria. Então, após várias tentativas de comprar a admiração dos outros, o ser humano se torna só mais uma engrenagem no “marketing” e no lucro das grandes empresas, além de se tornar algo vazio, deprimente e que tenta passar uma falsa ideia de perfeição e felicidade.

Logo, em meio a tamanha degradação da condição humana a mudança se torna indispensável, portanto vira dever do Estado, responsável pela saúde mental da sociedade, conscientizar a população por meio da inclusão de tópicos acerca do tema na grade curricular das escolas, para que finalmente possamos ter uma sociedade menos consumista e, acima de tudo, superior à mercadoria.