O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 16/04/2024
Na música jealousy, jealousy de Olívia Rodrigo, a cantora retrata a inveja que sente de pessoas desconhecidas nas redes sociais, por toda a ostentação e riqueza por parte daqueles não conhecidos.O problema dessa ação é que essa ostentação vira uma cultura própria, em que os mais ricos encontram felicidade não só no consumo, mas em mostrar sua riqueza para qualquer um que queira ver ou não. Como consequência, causa um senso de consumo por parte dos que observam, o que pode trazer uma sensação de humilhação, por aqueles que não tem poder aquisitivo, que acabam se endividando para comprar e consumir o mesmo que as pessoas que elas consideram relevantes.
Com o ápice do capitalismo neoliberal, temos cada vez mais uma vontade e necessidade de consumo, especialmente por aqueles que são privilegiados neste sistema. Com o conceito de globalização de Milton Santos é fácil de explicar o fluxo rápido de informação, em que num mundo tão conectado como o nosso já maior fluxo de capital, o que traz benefícios aos mais ricos e à miséria aos mais pobres. É o que o autor coloca como a terceira fase ou globalização perversa, em que a riqueza dos mais ricos é sustentada pela exploração daqueles com menos capital. Também é preciso explicar que muitas dessas grandes fortunas são heranças, na qual, o herdeiro não trabalhou ou ao menos se esforçou para conquistar o seu dinheiro, então usufrui de forma irresponsável do seu dinheiro, só que como a riqueza na sociedade brasileira vem com uma glamourização dos indivíduos, então é muito comum que esse grandes impérios empresariais também tenham um papel na mídia. Portanto, a sua ostentação impacta e serve de modelo para aqueles que acreditam que se seguirem os mesmos padrões que os milionários, também vão ficar endinheirados.