O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 15/04/2024

O filósofo Guy Debord diz em seu livro ‘‘Sociedade do Espetáculo’’ que a imagem se torna realidade e a realidade se torna imagem. Assim, as impressões são mais valorizadas em relação a verdade, denotando uma cultura consumista e de ostentação presente no Brasil, a qual busca essas impressões a partir da compra. Dessa forma, a exaltação do produto causa a sua compra excessiva.

Em primeiro plano, é fato que há uma exposição das mercadorias de luxo compradas pelas pessoas. O sociólogo Karl Marx nos apresenta o conceito de ‘‘fetichismo da mercadoria’’ que explica como os produtos são colocados num pedestal, sendo mais engrandecidos que deveriam. Desse modo, a utilização desses produtos cria uma imagem e uma sensação de poder as quais não existem. Logo, essa ilusão se torna um indicador de status social.

Consequentemente, as pessoas que assistem essa ostentação se sentem tentadas a experimentá-la. Émile Durkheim, sociólogo francês, explicita como o comportamento de um indivíduo é regido pelo da sociedade em que se encontra inserido, sofrendo uma coerção social e quem não a segue está em anomia. Desta forma, a maioria da população é coagida a participar desse consumismo para se encaixar nesse meio onde a roupa, o celular, o carro que se tem é considerado prioridade. Assim, o consumo total se torna exorbitante e causa diversos problemas ambientais.

Portanto, é evidente que essa cultura consumista é um empecilho para o país. Para resovê-lo, cabe às escolas, principal órgão formador de indivíduos, ensinar sobre o consumismo e seus males a partir de aulas e palestras conscientizadoras com o objetivo de diminuir o consumo em massa nacional. Deste modo, passaremos a dar importância à questões sociais e não a grife que se veste.