O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 17/04/2024

“A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Esta frase do escritor George Owell demonstra bem os efeitos do consumismo na sociedade. Esse ato é concretizado por meio de propagandas com slogans chamativos que, normalmente, são escritos no modo imperativo. Essa tática da publicidade tem como intenção fazer com que as pessoas comprem o produto anunciado como se fosse algo muito importante para a vida delas. Além disso, postagens nas redes socias que mostram pessoas felizes com seus itens de luxo também intensificam a prática do consumo desenfreado.

Primeiramente, o consumismo existe desde da criação do sistema capitalista, mas só foi se intesificar na era Pós-Guerra, no final dos anos 40 e início dos anos 50. A partir desse período, o ato de consumir passou a ser mais valorizado pela sociedade. Por isso, as agências de publicidade passaram a ter uma maior relevância no mercado mundial, por meio da criação de propagandas que utilizam muito slogans chamativos, escritos normalmente no imperativo, que incentivavam os consumidores a comprar produtos desnecessários de forma constante, como se fosse uma ordem. Exemplos desses tipos de slogans são: “Compre Baton!” e “Beba Coca-Cola!”.

Ademais, essa prática aumentou mais ainda com o surgimento das redes sociais, que são locais perfeitos para disseminar práticas consumistas. Por meio desses recursos, influenciadores passaram a postar fotos onde eles estão felizes com a sua mansão, com seus carros de luxo e suas roupas de grife, criando assim uma imagem falsa da realidade. Por consequência, muitos correm atrás disso para pertencerem a um grupo, mas, quando não conseguem o que almejam, entram em depressão, seja por não terem os produtos desejados ou por estarem endividados.

Portanto, para diminuir o consumismo no Brasil, é preciso, por meio da educação, que os consumidores pensem antes de comprar, refletindo sobre a utilidade do bem a ser adquirido. Esse tema precisa estar nos componentes curriculares obrigatórios do Ministério da Educação. Também, é necessário que o CONAR (Conselho Nacional Auto Regulamentação Publicitária) crie uma campanha que incentive as pessoas a denunciarem práticas publicitárias abusivas.