O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 22/07/2024

Na idade moderna, antes da Revolução Francesa, o valor de um indivíduo era mensurado pelos títulos de nobreza que possuia. Na contemporaneidade, a sociedade brasileira repete o mesmo padrão opressor das antigas monarquias, uma vez que o consumismo e a cultura da ostentação apresentam barreiras, às quais dificultam a concretização dos ideias iluministas. Esse cenário antagônico é fruto tanto do capitalismo selvagem, quanto da carência por educação financeira no país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Precipuamente, é fulcral pontuar a coerção capitalista como principal propulsora do problema. Nesse ínterim, em sua obra “O Capital”, Karl Marx descreve o capitalismo como a força motriz dos vícios, o algoz que subjuga seus adeptos, alienando-os. Assim, o mercado hodierno, confirma a tese do filosófo, na medida que promove a venda de uma falsa felicidade, faz-se a propagando de um produto, insinuando que é de “ricos”, fazendo uma pessoa mais pobre adquir uma grande dívida na compra deste, em busca de um sentimento subentendido: a riqueza, ou seja - a felicidade - e, logo em seguida, promove-se outro produto, com a mesma ilusão, criando um ciclo vicioso e cada vez mais nocivo à classe trabalhadora.

Ademais, é imperativo ressaltar que o consumismo e a cultura da ostentação derivam da baixa atuação dos setores governamentais. Pantindo desse pressuposto, a inexistência de matérias que ensinem como lidar com o dinheiro e a usá-lo de forma consciente, em escolas públicas e demais instituições de ensino, retarda a resolução do empecilho, já que o ciclo consumista começa ainda nos primórdios do convívio social.

Desse modo, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemático no Brasil moderno. Dessarte, com o intuito de mitigar o consumismo desenfreado, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por meio do Ministério da Educação, será revertido em conscientização, através de palestras e da implementação do uso do dinheiro nas salas de aulas. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto deletério do consumismo e a coletividade alcançará liberdade, a igualdade e a fraternidade.