O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 19/08/2024

O filme “O Lobo de Wall Street”, retrata a história de Jordan, que torna-se um corretor de ações e tem que adotar uma vida com desonestidade, excessos e ostentação, a fim de obter sucesso. Consonante com a ficção, está a realidade dos brasileiros, que estão imersos em uma sociedade pautada na cultura de ostentação e no consumismo. Isso ocorre pela busca de status social, ocasionando na comparação pelas redes sociais. Dessa maneira, urge-se intervenção para melhor tal cenário.

Em primeira análise, a busca por status social é fomentadora do consumismo e da ostentação exacerbada na cultura atual. Assim, como no filme “As Patricinhas de Beverly Hills”, em que os adolescentes sempre tentavam alcançar popularidade por meio da compra de artigos luxuosos, tem-se os jovens do Brasil, os quais ostentam um custo de vida elevado, usando objetos de marcas caras para se encaixarem em grupos e terem prestígio social. Nesse cenário, segundo o Portal Inter, “o produto se torna parte fundamental do indivíduo”, ou seja, a partir da necessidade exorbitante de obtenção desses itens, o sujeito tem sua individualidade dissolvida para se adequar aos padrões sociais. Logo, a compra descontrolada é causada pelo desejo de ter um status elevado.

Consequentemente, o consumismo e o esbanjamento por influenciadores geram a comparação pelas mídias. Dessa forma, o documentário “Dilema das Redes”, da Netflix, mostra os impactos das redes sociais na vida das pessoas, que, ficam vulneráveis a elas. De acordo com o Jornal de Brasília, “Os seguidores ficam hipnotizados em acompanhar uma realidade distante da sua”, comprovando que, ao publicarem um estilo de vida elevado para ganhar sucesso, influenciadores, por falta de conhecimento, fazem com que seus seguidores comparem seus custos de vida. Nesse viés, a cultura de ostentação no espaço virtual causa a comparação por tal padrão de vida.

Portanto, para que o consumismo e a cultura de ostentação não sejam mais uma realidade brasileira, é necessário intervenção. Cabe ao Governo Federal, responsável em garantir o bem-estar e os direitos do povo, promover campanhas e publicações de conscientização sobre a cultura de ostentação, por meio das redes sociais, com o objetivo de influenciadores digitais terem conhecimento dos impactos de seu conteúdo nos usuários que os acompanham. Então, com essas medidas, será possível ter uma sociedade ondeo consumo em massa não seja sinônimo de status social e vida perfeita, diferente de em “O Lobo de Wall Street”.