O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 23/08/2024
O prestigiado sociólogo Burdieu construiu a teoria do capital econômico, que se afirma no conceito da aquisição de status e poder a partir de bens materiais, ou seja, a simbologia do objeto vale mais do que a funcionalidade do objeto em si. Em paralelo a tal teoria, se encontra a realidade e a base social do Brasil, que é atingida pela problemática do consumismo e a cultura de ostentação, que gera desintegração dos laços sociais e problemas psicológicos vindo da utilização enganosa das redes sociais.
Dentro deste cenário, o enfraquecimento de relações humanas se faz uma preocupante consequência. Nesse sentido, é conceituado pelo pensador Beuman a “modernidade líquida”, a qual diz que os relacionamentos humanos são influênciados e mudados com muita facilidade por bens materiais. Em relação à teoria, confirma-se pelo preconceito, ou seja, pré conceito, de alguém baseado em seus pertences, como roupas, marcas, carros entre outros, formando assim uma cultura, além de ostentativa, interesseira e com caráter preconceituoso no Brasil, que vem se concretizando desde sua colonizaão, a partir dos casamentos arranjados.
Além dissso, questões psicológicas são agravadas pela influência de uma falsa mídia. Nessa perspectiva, o documentário “Dilema das redes’’ mostra como as telas, pricipalmente as redes sociais, influênciam no psicológico da sociedade como um todo e na mente dos indivíduos. Prova disso é que dos 36,9% dos brasileiros que passam mais de três horas em redes por dia, 43,5% possuem diagnóstico de ansiedade ou depressão, que ocorrem por causa das “vitrines sociais”, ou seja, uma vida perfeita que ostenta consumos infinitos e irreais, fazendo com que parte da população que não atinge essa utopia desenvolva problemas pscológicos.
Portanto, medidas interventivas devem ser tomadas. O Ministério da Cultura - órgão responsável pelas mídias - deve fazer uma campanha de concientização da cultura de ostentação e consumismo por meio de posts online, para que assim alcance um público maior e diminua diagnósticos depressivos ou ansiosos, com fim de construir um país longe da teoria de Burdieu.