O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 23/08/2024

Após a revolução industrial, período marcado por grande produção de bens, foi implantado pelo sistema capitalista um forte impulso pelo consumo e ostentação. Essa cultura, no Brasil, vêm em constante aumento, causada pela má gerência da renda, e, consequentemente, o agravamento da desigualdade social. Diante a temática, é imprescindível que medidas sejam tomadas.

Inicialmente, uma gestão precária da renda, no Brasil, é a principal causa do aumento do consumismo. Por analogia, podemos concordar com Kant, que dizia que “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, assim, sem uma boa educação financeira é impossível que o indivíduo consiga ter uma boa organização econômica. Analogamente, podemos ver em pesquisas do Serviço de Proteção ao Crédito que, em 2020, cerca de 45% dos brasileiros não fazem controle financeiro, fazendo- se inegável afirmar que a má administração do dinheiro incentiva a tribulação envolvendo o consumismo.

Sob o mesmo ponto de vista, a desigualdade social é uma grave consequência da temática. Aristóteles dizia que “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua igualdade”, realidade considerada utopia nas terras de Santa Cruz, pois, como aponta a estatística do coeficiente de Gini, o território se encontra na 7° posição entre os países mais desiguais do globo, registrando tal enfermidade em ranking mundial, tornando-se indiscutível que a população sofre com saneamento básico, fome e saúde precária. É importante enfatizar que tais aspectos não devem ser uma realidade mundial e necessitam serem abominados.

Dessa forma, para que haja a resolução do consumismo e evitar a disparidade econômica, é necessário que, o Estado e o Ministério da Educação providencie uma educação de qualidade e assistência financeira aos economicamente pobres, através de verba pública coletada e redistribuída da população, fazendo com que quebre esse ciclo de miséria e compulção em relação as compras, tornando o país mais igualitário, com melhor qualidade de vida e menos crises econômicas, colocando a filosofia de Kant e Aristóteles em prática.