O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 23/08/2024
O filósofo alemão Karl Marx dedicou sua vida ao estudo das consequências, contradições e vantagens do modo capitalista de produção. Entres uma dessas consquências, Marx debaterá sobre o que chamou de fetichismo da mercadoria, apontando que as mercadorias recebem preços distintos de seus reais valores pelo o que representam, realizando um papel de opressão e controle simbólicos das elites contra as classes invizibilizadas . No Brasil atual, a cultura de ostentação e consumismo segue esses memos príncipios, com a inversão de valores de produtos muito mais caros do que deveriam e que, ao invés de serem vistos como um reflexo social problemático, são fetichizados e tratados como símbolos de virtude e sucesso.
Na contemporaneidade, a mídia possui uma função fundamental para a disseminação dessa ideologia em nosso país, estigmatizando aqueles que não atingem padrões de vida considerados ideais e doutrinando os poucos que ascendem socialmente para continuarem a propagar esses ideais a partir de postagens nas redes sociais.
O fetichismo da mercadoria e, consequentemente, a cultura de ostentação e consumismo são problemas intrínsecos do capitalismo, mas que podem ser combatidos. Para isso, é necessário combater a disseminação dessas práticas por parte da mídia, principal transmissor do problema.
Portanto, cabe ao ministério da comunicação regular a mídia, impedindo que a mesma propague valores fetichistas, afim de impedir a perpetuação da cultura de ostentação e consumismo no Brasil, impedindo que esta continua a doutrinar e oprimir as classes mais baixas.