O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 24/08/2024

A frase do filósofo Jean Jacques, “O homem nasce livre e por toda a parte encontra-se acorrentado”, pode ser relacioanada ao consumismo e a cultura de ostentação no Brasil, com a interpretação de que ao nascer o homem está livre, mas escolhe se acorrentar no meio do consumo e da ostentação e tende a se aprisionar com exibicionismo nas redes sociais, provocando uma desigualdade social eminente no país.

É notório o exibicionismo nas redes, que são feitos com o objetivo de chamar atenção do público para a vida pessoal, atrair seguidores, isso se dá desde a história da Idade Moderna, em que os cidadãos atribuíam valor a títulos de nobreza, determianando sua posição no poder. Contudo, após a Revolução Francesa, o valor dos cidadãos começou a ser atribuido a seu capital e atualmente a seguidores em redes sociais, exibindo e ostentando.

Em consequência ao exibicionismo nas redes, por conta dos seguidores estarem ocupados e até mesmo hipnotizados por conteúdos de ostentação não percebem a evidente desigualdade social na sociedade brasileira, onde os criadores desses conteúdos tem muito capital e exibem, seus seguidores em comparação não possuem o mesmo, sendo uma relação desigual e distante para os mesmos.

Portanto, é imprescindível que medidas precisam ser tomadas para mitigar o exibicionismo nas redes sociais e a desigualdade social gerada. Para isso, cabe ao Ministério Público, órgão público responsável por defender os interesses sociais e individuais indisponíveis, fornecer melhor qualidade de vida, por meio de campanhas de conscientização sobre o exibicionismo na internet e esforçar-se para atender a nessecidade da sociedade. Tal iniciativa terá como fito alertar o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil de forma problemática, para que, enfim, o país possa se tornar cada dia melhor para seus habitantes e fornecer apoio necessário.