O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 30/10/2024
No Brasil, assim como em muitos países, há instaurado na sociedade um padrão de consumo pertinente. Tal problema reflete na população, fazendo com que diversos indivíduos sintam-se precionados a consumir e ostentar cada vez mais, fazendo um rasgo no tecido social. Dessa forma, a fim de buscar uma solução, torna-se necessário a atenção aos seus pilares: o padrão social e as redes sociais.
De início, cabe ressaltar a norma social na população como acentuadora desse problema. De acordo com o livro “Capitalismo Parasitário”, de Zygmunt Bauman, o sistema capitalista atua em nossa sociedade como um parasita, instaurando uma ânsia pela produtividade e pelo consumo cada vez maiores. Nesse contexto, o padrão presente faz com que diversos indivíduos sintam a necessidade da aquisição para se auto satisfazer, vendo o consumo como um sinônimo de bem-estar social. Dessa forma, acaba-se por criar na sociedade uma dependência das pessoas nesse problema, podendo gerar efeitos negativos como a auto comparação, depressão e ansiedade. Assim, o padrão social intensifica o consumo e a necessidade de ostentação no Brasil.
Sob esse viés, outro fator instensificador desse crescente problema são as redes sociais. No livro “O Espelho”, de Machado de Assis, acompanhamos a vida de Jacobina, que, ao decorrer da obra, é influenciado constantemente por familiares e amigos a agir e portar-se de certas maneiras. Tal situação assemelha-se com nossa realidade, no ponto em que muitas pessoas são influenciadas por meio dos espaços vituais, devido a influenciadores e outros indivíduos responsaveis por dissiminar essa cultura do consumismo, relacionando-o a conquista da felicidade. Desse modo, muitas pessoas acabam por se compararem constantemente com essa falsa realidade, podendo afetar sua vida pessoal e saúde mental. Logo, as redes de comunicação ampliam o padrão do consumismo em nosso páis.
Portanto, é evidenciado a necessidade de uma solução para o consumo. Cabe ao Estado, na figura de Ministério Público, a criação de políticas contra a disseminaçao da cultura consumista nos espaços público. Por meio da regulamentação de anúncios dissimuladores e parcerias com as Big Techs, torna-se possível diminuir a comparação e a necessiade de aquisição presente na sociedade.