O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 22/09/2024

No filme O Diabo veste Prada, o poder vinculado ao status social e a aparência, evidencia um comportamento muito atual. Neste sentido, a cultura da ostentação, tem estampado revistas, sites e redes sociais, indicando o consumo como um dos caminhos para a felicidade e realização pessoal. Porém, os efeitos negativos que tal comportamento pode causar, são preocupantes, e devem ser analisados de maneira mais aprofundada.

Desse modo, observa-se o crescente número de perfis voltados para vendas e a divulgação de produtos. Assim, deixando seu nicho, antes direcionado a socializa- -ção, várias plataformas como o Instagram, tornaram-se canal principal para pro-

-moçāo de novas marcas e estilo de vida. Visto isso, com o aparecimento dos Influencers, como Virginia Fonseca, que fatura milhões com sua marca de cosméticos impulsionada pela plataforma, essa prática, tem gerado ainda mais adeptos, visando uma boa performance, ou seja, engajamento e conversão.

Entretanto, existe um lado obscuro que este fenômeno esconde. Em pesquisa divulgada pelo IBGE em 2019, houve um aumento de aproximadamente 150% em casos de depressão entre jovens de 18 a 21 anos no Brasil. Tal fato, pode estar relacionado diretamente com a pressão social causada pelos excessos nessas plataformas, o que pode ser explicado pela incapacidade, seja financeira ou social de seus espectadores, em acompanhar tais tendências, gerando um sentimento de impotência, exclusão e fracasso.

Sendo assim, fica evidente que algo precisa ser mudado. À família, se dá uma maior atenção às mudanças de comportamento de seus jovens, direcionando-os a ajuda profissional como psicólogos e terapeutas, no intuito de esclarecer suas inseguranças pessoais e orienta-los a novos caminhos. Outrossim, é a participação do estado, pelos órgãos voltados a saúde e bem estar, na criação de programas nas escolas e nas comunidades, com palestras e acesso desburocratização a essa assistência psicologica nas unidades básicas de saúde (UBS). Desse modo, assim como Andrea, personagem principal do longa metragem citado, a ostentação e o consumismo, não afetarão a vida cotidiana de quem a margea.