O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 02/10/2024
Os tempos modernos são marcados pela altíssima presença de criadores de conteúdo expondo seus elevados padrões de vida na internet. Apesar de, inicialmente, as redes sociais terem sido pensadas para integrar estudantes universitários, como pode ser visto no filme “A rede social”, elas se tornaram uma grande vitrine para o consumismo desenfreado, estimulado por seus usuários mais seguidos. Entretanto, em um país desigual como o Brasil, essa cultura de ostentação pode causar graves problemas financeiros à população mais pobre.
Em primeira análise, é importante notar que uma das principais ilusões às quais os consumidores são expostos nas mídias sociais é a possibilidade de enriquecer rapidamente através de casas de aposta online. Assim, indivíduos que já não possuem grande poder aquisitivo veem nos jogos de azar pela internet uma chance de alcançar o capital necessário para atingir o modo de vida que tanto sonham. Porém, assim como o protagonista do romance “O jogador”, de Fiódor Dostoiévski, o cidadão torna-se viciado no jogo, sempre pensando que pode recuperar o dinheiro perdido e endividando-se cada vez mais.
Além disso, nas situações em que os brasileiros conseguem acumular alguma reserva financeira, é muito comum que queiram imitar o acelerado padrão de consumo a que sempre foram expostos. Assim, gastam desenfreadamente e, muitas vezes, compram produtos que não necessitam, até que perdem todo o dinheiro que tinham. Um exemplo disso pode ser visto no filme “Até que a sorte nos separe”, em que o personagem interpretado por Leandro Hassum ganha na loteria e, mesmo assim, vai à falência por não saber como gastar com moderação.
Portanto, percebe-se que a cultura de ostentação incentivada pelas redes sociais pode culminar em graves consequências monetárias para quem possui menos renda. Deste modo, é fundamental a criação de projetos educacionais pelas escolas brasileiras que permitam que os jovens enxerguem a importância de usar o dinheiro de forma consciente, por meio de aulas de educação financeira que podem envolver palestras e exemplos práticos. Assim, o povo passará a ter mais atenção com seu consumo, apesar da forte influência das mídias sociais.