O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 04/10/2024

A música “Plaquê de 100” do “MC Guimê” fala sobre a vida pautada em consumismo e ostentação de riquezas materiais de um jovem. Nesse sentido, esse é um tópico muto comum entre os cantores de funk do século XXI, visão diretamente ligada ao consumismo e à cultura de ostentação no Brasil. Portanto, a carência de uma educação voltada para evidenciar os males do consumismo e a pressença de uma modernidade em que nada é feito para durar são problemas em torno do tema.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a educação é o caminho para combater diversas problemáticas sociais. Dessa forma, por meio dela é possível construir uma sociedade próspera. Partindo desse ponto de vista, o filósofo John Locke afirmava que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e uma boa educação estimula o pensamento racional e os seus talentos individuais. Sendo assim, com a carência de um ensino voltado a combater o consumismo e uma sociedade pautada na cultura da ostentação, o resultado é uma população que desenvolva os problemas relacionados a essa causa como: estresse, ansiedade e depressão, inclusive, a compulsão por consumir pode ser considerada um transtorno psicológico sério, chamado oniomania. Então, não é admissível que um país que queira ser próspero permança com essa problemática.

Além disso, é importante destacar que no século XXI nada é feito para durar. Dessa maneira, a obsolecência programada é ruim e gera o consumismo . Desse modo, o sociólogo polonês Bauman falava sobre a “Modernidade Líquida” quando nada era feito para durar, desde relações sociais até aparelhos eletrônicos, assim, o consumismo é consequência diretas disso. Destarte, é necessário combater desde cedo essas práticas, educando os jovens sobre os males de uma modernidade em que nada é feito para durar e, assim, combatendo-os.

Logo, o consumismo e a cultura de ostentação no Brasil devem ser combatidos. Para isso, urge que o governo federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, implante, nas escolas e universidades, matérias que debatam sobre o consumismo, ostentação e os seus males, para que ocorra uma revolução no cenário e, por conseguinte, uma conscientização da população.