O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 18/10/2024

Durante o período da República Oligarquica , surgiu um termo chamado “voto cabresto”, que se referia ao poder de influência que as classes mais altas tinha sobre seus funcionários em relação a votos em candidatos durante as eleições. Tal pensamento não é distante da realidade atual dos brasileiros, pois a posse de bens ainda reflete no julgamento de caratér. Dessa forma, é notório destacar a força da imagem pessoal e da mídia sobre o meio social.

Nesse contexto, é válido considerar a necessidade da busca por um padrão de aparência como fator catalizador da ostentação de bens materiais. A esse repeito,o livro do escritor brasileiro Raphael Montes ‘Jantar Secreto’, mostra situações em que a vida de pessoas é definida por sua classe social. Sob essa ótica, é nítido que o ser humano possui um valor de acordo com as suas condições de vida,como o local onde vive ou salário que recebe, isso ocorre por conta do ideal imposto de que a imagem reflete no modo em que vive, resultando na sua exposição e gerando a procura por expor suas vivências e aquisições. Com isso, a desigualdade se torna presente cada vez mais.

Ademais, é relevante examinar a forma que a mídia manipula os cidadãos como causa direta do consumismo excessivo. Nesse sentido, o empresário Steve Jobs afirma que a tecnologia move o mundo. A partir disso, percebe-se que os meios de comunicação exercem uma grande influência na população, assim como por meio de propagandas, resultando na cultura do consumo inconsciente o que gera compras desnecessárias, muitas vezes apenas com o objetivo de suprir questões emocionais,por exemplo momentos de vunerabilidade . Logo é evidente que o poder de manipulação gera esta presente no país.

Portanto, torna-se claro a necessidade de combater a cultura do consumo e da ostentação. Dessa maneira, é imperativo que o Governo federal atue buscando conscientizar a população sobre como reverter a de situação negligência social. Isso deve ocorrer por meio de programas sociais , a exemplo de palestras e divulgação em redes sociais, a fim de mudar o pensamento da existência de um padrão social e de como lidar com as compras impulsivas. Por conseguinte, o Brasil reverterá o estado de desigualdade e resultará em um ambiente mais justo.