O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 24/05/2025
Com a perpetuação do discurso do “estilo de vida americano” durante os chamados “anos dourados” estadunidenses, o consumo exagerado se tornou símbolo de poder e pertencimento. Na realidade brasileira, atualmente, não é muito diferente: o consumismo e a “ostentação” se tornam cada vez mais significativos na sociedade em função da influência das mídias digitais e da falta de educação financeira vigente.
A princípio, as redes sociais e os influenciadores têm gerado um grande impacto no consumo. Com propagandas e publicidades, os espectadores sentem a necessidade de comprar aquilo que veem as celebridades divulgando e utilizando, para se sentirem mais “próximos” delas e de sua realidade. Na obra “A Sociedade de Consumo”, de Jean Baudrillard, o autor afirma que o consumo não é só de produtos, mas de significado e status – fato que explica a ambição que os indivíduos sentem em comprar e, além disso, ostentar os itens, mesmo que isso signifique um prejuízo financeiro, a fim de afirmar uma posição social.
Além disso, a realidade brasileira configura uma educação financeira desastrosa. Como mencionado anteriormente, o desejo de mostrar os luxos e compras inconsequentes podem gerar endividamento. Segundo uma pesquisa do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), quase 40% dos brasileiros compram por impulso – e menos da metade da população entende e maneja suas finanças adequadamente. Desse modo, em uma sociedade onde o ato de comprar garante o seu status social e em que o planejamento financeiro é falho, gastos impulsivos se tornam cada vez mais frequentes.
Em suma, é imprescindível que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação – responsável pelo estudo e execução de assuntos relativos ao ensino – e em conjunto com as mídias digitais e influenciadores, crie campanhas de conscientização a respeito do consumo consciente e implante programas de educação financeira em escolas e redes sociais, a fim de ensinar a população a planejar suas compras e finanças. Dessa forma, é possível criar uma sociedade menos consumista e mais próspera financeiramente.