O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil
Enviada em 09/04/2025
Para Sartre, cabe ao ser humano escolher suas ações, pois é livre e responsável. Porém, a ação humana tem se mostrado irresponsável quanto ao consumismo e a cultura de ostentação no Brasil, tendo em vista que o consumismo e a necessidade de ostentar estão a construir um desafio significativo na sociedade. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na influência midiática e em seu legado histórico.
Dessa forma, em primeira análise, a influência midiática é um desafio presente no problema. Orwell afirma que a mídia controla a massa. Tal controle é nítido quanto ao consumismo e a cultura de ostentação, visto que a mídia tem uma parti-
cipação fulcral nas decisões dos indivíduos. Desse modo, fazendo que os indivíduos
sintam a necessidade de estarem a par das últimas tendências, logo, levando-o a um consumo inconsciente e desnecessário. Assim, urge que a mídia se responsabi-
ze pelo comportamento que provoca no corpo social.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do legado histórico. Para
Levi-Strauss, só é possível entender a sociedade por meio dos eventos históricos. De fato, o passado explica boa parte do comportamento coletivo quanto à cultura de ostentação no Brasil, visto que boa parte dessa cultura se deve ao fato da he-
rança histórica social brasileira que defende que o consumo exacerbado é sinôni-
mo de riqueza e poder. Assim, sem se desprender do legado que o passado deixou,
o problema se perpetua.
Portanto faz-se necessário a intervenção. Para isso, a mídia de massa deve criar
um programa sobre o consumismo e a cultura de ostentação, por meio de entre-
vistas com psicanalistas e outros profissionais da área a fim de reverter a influên-
cia midiática que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada influenciadores digi-
tais para que chegue a mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre o legado histórico. Dessa forma, o ser humano irá escolher suas ações de forma livre e responsável, conforme defendeu Sartre.