O consumismo e a cultura de ostentação no Brasil

Enviada em 21/04/2025

Mostrar ostentação, principalmente nas redes sociais, tornou-se, infelizmente, uma ferramenta para o reconhecimento social e status. Isso pode ser exemplificado com diversos influenciadores, que mostram uma vida luxuosa em suas redes sociais, como é o caso de Deolane Bezerra. Frente a isso, muitas pessoas almejam ser iguais a influenciadora citada, e acabam caindo no consumismo e a cultura de ostentação. Por certo, isso está relacionado não só ao desejo de alcançar níveis sociais elevados, bem como de atrair prestígio e status através de exibições luxuosas.

De fato, a busca pelo prazer momentâneo impulsiona o consumismo e a cultura de ostentação entre os brasileiros. Isso acontece, porque, segundo o filósofo Zigmunt Bauman, o consumismo é uma marca da sociedade moderna, o qual está relacionado a sensação de prazer. Por isso, as pessoas buscam consumir para ostentar ou para amostrar-se. Isso pode tornar-se o centro na vida social para muitos indivíduos, aumentando a busca por reconhecimento e satisfação. Portanto, é fundamental combater esse fator a fim de frear essa prática no país.

Além disso, a exibição de estilos de vida luxuosos tem agravado esse problema no Brasil. Esse fenômeno tem sido intensificado com as redes sociais, haja vista o imediatismo e a comparação que elas estimulam. Sobre esse aspecto, as postagens de influenciadores mostrando suas mansões, carros e viagens , por exemplo, têm levado muitos seguidores a acreditarem em meios mais fáceis para conquistar seus objetivos, e, por vezes, a investirem o pouco dinheiro que possuem em práticas arriscadas, como os jogos de azar. Tal fascínio pelo glamour, também acaba sendo responsável por atrair jovens pobres para a criminalidade. Logo, é necessário que ações sejam executadas para barrar esses estímulos nocivos.

Destarte, a mídia - televisão e plataformas digitais - deve destinar espaços para promover o debate sobre o consumo responsável. Essa ação deve ser executada por meio de debates com a participação de desinfluenciadores e educadores, com o objetivo de combater o consumismo como uma forma de prazer e os padrões inatingíveis de consumo e ostentação. Assim, o consumismo e a cultura de ostentação serão amenizados na nação brasileira.