O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 16/07/2020

Os regimes alimentares vegetarianismo e veganismo vem ganhando cada vez mais espaço dentro da sociedade. Mais que uma dieta, eles são considerados um estilo de vida. Contudo, o consumo de carne ainda é uma prática muito exercida pelo Brasil e pelos demais países. Quanto maior a demanda, maior é a produção para atender o mercado. A questão é que a fabricação de carne é a principal causa do desmatamento no Brasil. Atrelado ao desflorestamento está a emissão de gás metano na atmosfera produzidos pelos ruminantes em seu processo digestivo.

Primeiramente, para entender a causa do desmatamento no Brasil, deve-se levar em conta que o nosso país é o maior exportador de carne bovina do mundo. Para suprir a necesssidade do mercado a agropecuária vem adentrando gradativamente nas regiões florestais e no Cerrado. De acordo com o estudo feito pela Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), a expansão da fronteira agrícola para geração de pastos é responsável por 65% do desmatamento na região. Dessa forma, se o consumo de carne não diminuir a sua produção também não diminuí, sendo necessário uma mudança no paradigma da sociedade.

Ademais, durante seu processo digestivo, os animais ruminantes como o gado emitem gás metano na atmosfera auxiliando o aumento do aquecimento global. Segundo o Sistema de Estimativa de Gases do Efeito Estufa a agropecuária é responsável por 60% da emissão desses gases na atmosfera. O aumento das temperaturas médias do planeta acarreta uma série de fatores comprometendo a vida dos seres vivos.

Portanto, é fundamental que o Governo propagandeie os movimentos a favor da diminuição do consumo de carne, como o “Segunda Sem Carne”, que serão divulgadas pelas mídias sociais a fim de que a população conscientize-se e abrace o movimento. A mudança do hábito alimentar contribuirá assim, com a preservação das florestas e da vida dos seres vivos.