O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 22/07/2020
Localizado no Sul da Ásia, Bangladesh é o país que menos consome carne no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). No Brasil, entretanto, o consumo de animais vem crescendo de forma alarmante nos últimos anos, permitindo refletir sobre como representa um desafio a ser enfrentado de maneira mais organizada pela sociedade brasileira. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por raízes históricas e falta de conscientização da população.
Inicialmente, é possível destacar a herança sócio-cultural como um dos principais fatores que motivam o uso excessivo da carne. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está classificado como sexto país do mundo que mais nutre-se com alimentos de origem animal. Assim, percebe-se que a comunidade não deixa os costumes antigos. Desse modo, é inadmissível que o Estado não tome atitudes.
Além disso, uma outra principal causa que dá continuidade a esta situação é a falta de conscientização. Pois, a grande demanda de fabricação desequilibra o ecossistema, o qual vale ressaltar que todos merecem ter o meio ambiente ecologicamente estável, conforme o Art. 225 da Constituição Federal de 1988. Logo, é inaceitável que um país membro pleno da ONU entre em um estado de calamidade, não se comportando de acordo com as leis.
Sendo assim, com os aspectos mencionados, percebe-se que as causas para gerar uma importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual, são as raízes históricas. Para amenizar este problema é preciso que o Poder Público intervira. Nesse sentido, urge que o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, mude os cardápios escolares, retirando a proteína animal, por meio de projeto de lei entregue à Câmera de Deputados, com o intuito de incentivar os jovens se tornarem veganos ou vegetarianos.