O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 18/07/2020
Apesar de Lais Duarte, nutricionista da USP, afirmar que o consumo de carne está associado ao câncer, de acordo com a “Cornell University”, dietas com pequenas quantidades de carne, derivados lácteos e uma alimentação vegetariana são mais saudáveis por possuírem todos os nutrientes necessários ao corpo diariamente. Além disso, a comida balanceada pode nutrir mais pessoas, pois utiliza a variedade como instrumento, tornando-se sustentável para com a Terra. Assim, é necessária a discussão sobre a falta de educação alimentar e a ausência de informação sobre modos alimentares vegetarianos econômicos.
Em primeiro lugar, segundo Ban-Ki-moon, secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a nutrição exige atenção à saúde. Nessa continuidade, dietas restritas podem aumentar a mortalidade ao contrário de aumentar a expectativa de vida. O Ministério da Saúde afirma que a carne se consumida em pequenas porções pode ser uma boa fonte de proteína e da maioria das vitaminas e minerais que o cidadão necessita. Em vista disso, carece-se de uma alimentação brasileira mais colaborativa.
Em segundo plano, conforme a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria da população brasileira não se alimenta de forma saudável. Nessa lógica, é visível a falta de conhecimento sobre modelos econômicos de alimentação, o que cria cenário propício ao cidadão consumir excessos de algum produto mais barato, enquanto poderia utilizar alimentos saudáveis, como a dieta mediterrânea, baseada em alimentos frescos e naturais, os quais possuem alto custo-benefício.
Para resolução de tais problemáticas, o Ministério da Saúde deve informar a população, por meio de campanhas midiáticas, sobre os princípios de uma alimentação equilibrada e sobre modos de economizar tempo e dinheiro em refeições saudáveis. Isso possibilitará o desenvolvimento de uma sociedade mais conscientizada e menos consumista dos excessos alimentares. Essa medida garantirá alimento suficiente e uma nutrição adequada para a atual e futura gerações.