O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 15/07/2020
Em 2014, o Mc Donald´s, uma das maiores redes de fast foods do mundo, anunciou que promoverá apenas o consumo de carne bovina produzida com sustentabilidade, pois segundo a empresa, tudo que se come tem um impacto na natureza. Logo, tal reflexão deve ser debatida nos dias de hoje, já que o Brasil é o segundo maior exportador e consumidor de carne do mundo, no entanto, essa posição no ranking mundial traz inúmeros impactos sociais e ambientais no país, tais como: as pertubações ambientais resultantes da pecuária em massa e o mau-trato a animais, desrespeitando a cultura do veganismo e gerando a desarmonização de doutrinas no território nacional.
Em primeiro lugar, é importante enfatizar a importância da carne na nutrição mundial, entretanto, deve ser consumida de maneira consciente no âmbito social e ambiental. Nessa conjuntura, segundo a ONU ( Organização das Nações Unidas), 80% do solo brasileiro está associado à criação de pastos, isso demonstra o grande desmatamento promovido pela criação de animais voltados para o consumo e a exportação. Além do mais, a emissão de gases pelos animais e pelo maquinário, acelera o efeito estufa na camada de ozônio, logo, torna-se necessário a criação de projetos e políticas pelo estado, promovendo o consumo sustentável de carne e minimizando os efeitos sobre o ambiente.
Em segundo lugar, diante do exposto, é de suma relevância ressaltar que, os 3 animais mais consumidos no Brasil (aves, bovinos e suínos) são os que mais sofrem maus-tratos segundo a FAO ( Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Logo, isso gera um entrave entre vegetarianos e o capitalismo, sendo que, as campanhas dos veganos em prol do bem-estar animal não possuem apoio do estado e financeira. Eventualmente, protestos são promovidos por organizações contra maus-tratos a animais, isso gera a desarmonização da sociedade e instabilidades políticas, assim sendo, o consumo consciente está diretamente relacionado aos fatores sociais.
Portanto, o foco central não é levantar alicerces para o veganismo e nem para o consumismo, mas sim para o consumo consciente de carnes. A priori, é dever do Ministério do Meio Ambiente, promover a fiscalização e criar áreas sustentáveis, impedindo o alto índice de desmatamento para a construção de pastos e confinamentos. Ademais, conferências com os grandes criadores de animais são necessárias para diminuir a emissão de gases na atmosfera, logo, o consumo consciente de carne começará a efetivar-se. Além do mais, a fiscalização por parte da Polícia Federal em relação aos mau tratos a animais e o apoio estatal às organizações vegetarianas são necessárias, promovendo o bem estar-animal e a harmonia entre culturas diferentes.