O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 15/07/2020
Alimentos de origem animal proporcionam diversos benefícios para a alimentação humana, pois apresentam especificidades de nutrientes e vitaminas que são essenciais para uma dieta saudável. Contudo, a produção e o consumo descomedido causam problemas ambientais e de saúde. Dessarte, é imprescindível salientar, como principais propulsores da problemática, o desconhecimento dos impactos ambientais causados pela produção de carne em larga escala e a cultura do consumismo exacerbado de carne como forma de lazer.
A priori, de acordo com o filósofo Sócrates, existe um único bem, o saber, e um único mal, a ignorância. Nessa perspectiva, é possível relacional o saber à capacidade humana de produzir alimentos, como a carne, em larga escala capaz de suprir as necessidades de todas as pessoas do mundo. Entretanto, tendo em vista a má distribuição desse importante alimento e o seu consumo acentuado por parte de poucas pessoas, denota-se que a ignorância, ou o mal, na fala no filósofo, prevalece. Assim, apesar de os impactos ambientais serem inevitáveis para a produção desses alimentos, eles tornam-se desperdícios no tocante a ineficácia de beneficiar todas as pessoas do mundo.
Ademais, a cultura de consumir exageradamente carne em algumas regiões do mundo, além de acentuar os impactos ambientais, causa danos à saúde pelo excesso de algumas substâncias, como o colesterol. Exemplo disso são os dados da Organização Pan-Americana de Saúde que indicam que entre as doenças que mais matam pessoas no mundo está a cardiopatia isquêmica, a qual um dos principais fatores de risco está a produção e consumo exagerado de carne vermelha e outros alimentos que geralmente os acompanham no consumo, como gordura vegetal. Nessa lógica, é preciso que haja uma controle no consumo de carne, tanto pela preservação do meio ambiente, quanto para a manutenção da saúde do organismo humano.
Portanto, para reverter a situação e evitar problemas de saúde e ambientais deve haver produção e consumo moderado de carne. Para isso, a conscientização das pessoas é a principal ferramenta de mudança, pois, assim, além de controlarem seu próprio consumo, irão exigir menos produção desses alimentos. Visando tal fim, o Estado deve, mediante contratação da mídia de longo alcance, propagar instruções em relação aos impactos causados pelo consumo exagerado de carne, por exemplo mostrando dados estatísticos a fim de convencer os interlocutores. Para mais, a construção dessa consciência deve iniciar na base do aprendizado, por intermédio de palestras e discussões em aulas relacionadas à saúde e conservação do meio ambiente no âmbito escolar.