O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 15/07/2020
O mito da caverna,de Platão,descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. No entanto, fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito ao consumo de carne em relação aos seus impactos e questões sociais. Dessa maneira, é importante frisar dois pontos importantes nessa temática: a busca do ser humano por prazeres imediatos e a ausência de diálogos sociais.
A princípio, vale ressaltar que o momento prazeroso do consumo a proteína animal sem entender os seus malefícios de maneira direta caracteriza-se na consolidação do problema. Acerca disso, segundo o filósofo alemão ,Arthur Schopenhauer , defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Nessa linha de pensamento , isso justifica outra causa do impasse: se as pessoas não possuem acesso à informação séria sobre esse assunto ligado aos animais, por exemplo, aos impactos ambientais que a produção pecuária produz na camada de ozônio com a liberação de metano pelos bois e vacas e consequentemente a sua destruição, sua visão será limitada, o que dificulta a sua erradicação.
Outrossim , cabe salientar que outra dificuldade envolvida nisso tudo é a falta de comunicação civil. Sob esse viés, consoante o filósofo francês, Michel Foucault , tem como premissa que na sociedade pós-moderna , alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. A vista disso, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate de espécies de seres vivos podem servir de alimentos de modo livre ao ser humano , sem mensurar os seus efeitos.. No contexto , pode-se destacar o processo antrópico da arenização, em que o pisoteamento bovino faz compactar o solo , o que ocasiona em um local pobre de minerais, uma vez que sem a cobertura vegetal , os nutrientes são “varridos” pela chuva.Logo,sem um diálogo sério e massivo sobre isso, o paradigma tende a continuar.
Infere-se, portanto, que são necessárias estratégias para modificar essa estrutura. Para que isso ocorra , o Ministério da Educação , em coparticipação com o da Cultura e Meio Ambiente, deve haver medidas a curto a longo prazo , como debates em escolas e faculdades , tanto públicas quanto privadas, sobre esse assunto , além da distribuição de cartilhas-informativas em ambientes com grande fluxo populacional , como shoppings, praças , shows. Isso será tangível por meio de parcerias público-privada , em que beneficiaria em mais capital. Ademais , a mídia poderia divulgar esses debates em canais , abertos e fechados , em horário nobre, com a participação de especialistas e dos próprios representantes dos ministérios em destaque. Com a finalidade de um corpo social ciente das suas ações e possam sair da caverna de Platão com sabedoria e conhecimento.