O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 19/07/2020

Segundo o documentário “What the Health”, o consumo de carne exacerbado contribui com problemas ambientais, como o desmatamento, e de saúde, como diabetes, câncer e pressão alta. Desse modo, a alimentação, que parece nos guiar para a sobrevivência, executa, simultaneamente, um papel oposto. Assim, é importante discutir a presença desse produto na dieta da sociedade, pois ele corrobora com o surgimento de diversas doenças e com o desflorestamento.

Primeiramente, ressalta-se que dietas baseadas em alimentos de origem animal podem levar ao adoecimento da população. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 70% das novas doenças em humanos tiveram origem animal, entre elas estão a gripe aviária e a COVID-19. Logo, o alto consumo de carnes representa grave perigo para a qualidade de vida da população, pois  aumenta as chances do surgimento de doenças crônicas e virais.

Ademais, a demanda por carne também acarreta em impactos ambientais severos. De acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), mais de 60% da área desmatada da Amazônia teve como finalidade o plantio de pasto para a realização da pecuária. Dessa maneira, hábitos alimentares que necessitam da criação de gado, aumentam os índices de desmatamento.

Portanto, é mister que o Estado, aliado ao MEC (Ministério da Educação) conscientize a população sobre os riscos do consumo de carne, a fim de reduzi-lo. Nesse sentido, poderiam ser ministradas palestras em escolas sobre como fazer uma dieta com menos produtos de origem animal e os riscos desses alimentos para a saúde. Além disso, a mídia deve repassar o conteúdo dessas palestras em comerciais e jornais, para que a maior parte possível da população possa ser atingida. Dessa forma, será possível obter uma alimentação saudável e sem riscos para a vida.