O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 14/08/2020
No Brasil, é inegável que o consumo de carne aumenta cada ano, porém este problema deve-se ao mau hábito alimentar, uma prática comum em muitas famílias que certamente é um problema a ser discutido e vencido. Tal fenômeno ocorre devido a cultura consumista no cenário capitalista, o que levou a população a adquirir comida de forma exagerada, e, ao mesmo tempo, a falta de condição financeira da população de consumir regularmente alimentos mais orgânicos ou com maior valor nutritivo, o que leva por exemplo ao consumo exagerado da carne, a qual acaba se apresentando como uma alternativa mais viável.
A priori, tal hábito negativo somado ao consumo exacerbado é evidenciado no documentário brasileiro “A carne é fraca”, que narra as consequências sociais e ambientais da normalização da cultura consumista bem como desperdício de água, queimadas, lançamento de gás carbônico e metano na atmosfera e, ainda, falta de pensamento crítico ao consumir, o que fortalece a indústria da carne, que continua lucrando em cima de tais exageros. Decerto, ao normalizar tais comportamentos, legitimizamos o consumo nocivo de carne tão presente no cotidiano brasileiro.
Ademais, a viabilização da indústria de carne em função da pouca condição da população de obter hábitos alimentares mais saudáveis, agrava o problema. O documentário “Muito além do peso”, produzido no Brasil, estabelece a relação existente entre o poder aquisitivo da população e seus hábitos alimentares confirmando o que alega o ministério da saúde: 32% de nossa população adulta apresenta algum nível de excesso de peso, além de ser possível perceber uma maior prevalência de obesidade na população mais pobres do país.
Portanto depreende-se que o cenário relatados nos documentários ainda são uma realidade no Brasil, logo faz-se necessária a discussão sobre os hábitos alimentares dos brasileiros. Dessa forma, caberá ao Ministério da Saúde em conjunto com os meios midiáticos, promover campanhas publicitárias exibidas na televisão e redes sociais, por meio de comerciais que demonstrem as vantagens no consumo de alimentos mais nutritivo e menos calóricos, com o intuito de alertar a população sobre os danos que uma má alimentação causa à saúde. Em adição, a Secretaria Nacional do Consumidor deve garantir que os preços desses alimentos não sejam inviáveis e abusivos para a população, por meio da criação de leis que reduzam o valor dos impostos sobre tais produtos. Somente assim, o Brasil poderá desenvolver a saúde e os bons hábitos alimentares de seu povo, para alcançar um futuro mais saudável.