O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 17/07/2020
A teoria de Malthus estava correta quanto a prever o crescimento da população em progressão geométrica(2,4,8,16…,) enquanto que a produção de alimentos ocorreria em progressão aritimética(1,2,3…4). Ciente disso, faltaria alimentos para cada dez pessoas no planeta por metro quadrado, em outras palavras: traduzimos os crescimentos comparando um Fusca competindo com a Ferrari Lamborguine.
Segundo tal pensamento, a fome e a miséria no planeta alcançariam dígito da ordem de centena de milhões. Nesse aspecto, o consumo de carnes de origem animal é apenas um impacto da lei malthusiana. Assim, Organizações Não-governamentais e Fundações Internacionais acertaram no alvo quanto a cuidados com a saúde, porém, erraram quanto a alegar que a demanda desse produto provocaria efeitos negativos no meio ambiente.
No viés da criação de rebanhos e a necessidade de áreas desmatadas, errado está a afirmação, pois há modalidades de criação de rebanhos, como a de confinamento que exigem pouco espaço. A fim de se conhecer em valores absolutos, a área por animal, precisa-se de um levantamento fotogramétrico.
Da mesma forma, atribuir à questões climatológicas ou religiosas o consumo da proteína animal, não é suficiente o bastante para convencer as pessoas da abstinência. O fato é que tal item na dieta do ser humano contribuí para o equilíbrio metabólico e, sobremaneira, a sua falta cria problemas à saúde
Portanto, com intuito de balancear a equação demanda x consumo do produto animal, sugere-se que os Governos Estatais subsidiem o item alimentar, da forma como faz com óleo diesel(OD), selecionando as pessoas, bem como faz em outros projetos sociais. Dessa forma, tornar-se-á possível a aquisição, pelo cidadão menos favorecido, desse elemento oportunizando tê-lo em pelo menos uma refeição diária, levando melhoria em qualidade de vida e tornando o país mais equilibrado socialmente.