O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 18/07/2020

A série documental “Explicando” mostra, no episódio “O Futuro da Carne”, como o meio farmacêutico de todo o mundo tem estudado para desenvolver um substituo da proteína animal.  Efetivamente, esses avanços tecnológicos levam toda a sociedade a repensar o consumo excessivo de carne, o que leva a um desaceleramento do efeito estufa e diminui a possibilidade de disseminação de doenças.

Em primeiro plano, a produção de carne é responsável pela emissão de gases poluentes e por acelerar o aquecimento global. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 14,7% dos gases lançados na atmosfera são resultado da produção de gado. No entanto, à medida que a condição social de países em desenvolvimento melhoram, a demanda do consumo de carne aumenta, deixando mais urgente a descoberta para o substituto do alimento a base de plantas.

Ademais, segundo estudo da FAO, 70% das doenças modernas têm origem animal. A produção excessiva da agropecuária tem demandado um espaço físico que a Terra não consegue fornecer. De acordo com a pasta da ONU, cerca de 1/3 da terra arável do planeta é utilizada para a pastação de gado. Isto é, a expansão da interatividade entre homens e animais fizeram com que as doenças surgissem e se propagassem rapidamente, um exemplo recente é a Gripe Suína.

Por certo, o consumo de carne exagerado, apesar de destrutivo, ainda é um rito cultural. Pontanto, é de responsabilidade do Estado, através do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Agricultura, investir em políticas públicas, através de leis e campanhas, para que empresas alimentícias a controlarem suas produções, a fim de que a interatividade de homens com animais não permita a propagação de doenças.