O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 19/07/2020
No filme “Capitão Fantástico”, é retratada a história de Ben Cash, um pai viúvo cria seis filhos na floresta, longe da civilização e das influências negativas da sociedade. Porém, há um momento de ruptura em que os filhos desejam conhecer a cidade para poder fazer acompanhamento com nutricionista. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de vários brasileiros que têm por perto um nutricionista para conversar.
É notório que há quem diga que não existe nada mais triste que comer sem carne. Outros consideram a mortandade de animais para consumo uma insanidade. ONG apresenta dados que mostram o quanto este assunto é difícil de digerir. A Fundação Heinrich Böell e a ONG Friends of the Earth acabam de lançar o Atlas da Carne. Com isso, este é um panorama ilustrado das tendências globais de consumo de carne. . Em princípio, cabe analisar o conceito do sociólogo Émile Durkheim, em que “É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de próprios para ascender à escola das coisas, se as querer conhecer e compreender.”
Entretanto, a Constituição Federal de 1988 diz que tem maior dignidade humana. Dessa maneira, a produção de proteína animal tem um efeito devastador sobre o meio ambiente. No Brasil, só a pecuária é responsável por pelo menos 60% do desmatamento da floresta amazônica e por boa parte das emissões dos gases de efeito estufa. Por isso, que uma das formas mais eficientes de proteger o planeta é repensar os hábitos de consumo e reduzir a ingestão de alimentos de origem animal.
Portanto, se um cidadão ficar sem comer carne por um ano, terá deixado de matar 565 animais. Logo, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de uma lei a fim que cidadãos que comem quantidade excessiva de carne pararem de comer. Desse modo, a problemática do consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual poderá ser absoluta na sociedade.