O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 20/07/2020
No livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, a personagem cachorra Baleia surge humanizada, como parte da família e provida de sonhos e sentimentos. Em contrapartida, nota-se na realidade contemporânea o oposto a esse, em que animais são usados como principal fonte de alimento para a população humana. Tendo em vista a questão cultural e os impactos ambientais relacionados à questão, faz-se necessário transformar os hábitos alimentares da sociedade atual em debate.
Em primeira análise, é evidente que o consumo de carne influencia na projeção social. Segundo o filosofo Lipovetsky, as técnicas de marketing aumentaram drasticamente o poder de aquisição a partir de 1970, tornando do consumismo, uma forma de exibição econômica. Assim, a utilização de proteínas de origem animal na alimentação humana, ultrapassa a necessidade fisiológica, uma vez que é possível substituir esses valores nutricionais por produtos de origem vegetal e suplementos alimentares.
Ademais, a questão ambiental relacionada à problemática agrava ainda mais a situação. A série “Cowspiracy” reverbera a maneira como a indústria de carne aumenta o consumo de carne em nível mundial, além de ser responsável pela emissão dos gases responsáveis pelo aquecimento global.
Nesse sentido, compreende-se o impacto que a alimentação tem sobre o meio ambiente. Depreende-se, desse modo, a necessidade de reduzir a produção e o consumo de carne na sociedade atual. Para que isso ocorra, ONG’s como o Greenpease podem promover campanhas midiáticas que proponham possíveis substituições para proteínas animais. Além disso, o Poder Executivo pode criar incentivos fiscais para as empresas que reduzam os impactos ambientais, bem como o sofrimento animal. Assim, com o tempo poder-se-ia mudar a cultura envolvida nessa questão e reduzir a poluição no planeta.