O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual
Enviada em 20/07/2020
A Revolução Verde, conhecida por modificar, drasticamente, o padrão de produção de alimentos, visou aumentar a escala de plantio, visto o progresso do consumo mundial. Hodiernamente, tal crescimento, no setor alimentício, também atingiu a produção de carnes, fato que induziu a importância de se discutir hábitos alimentares, à cerca do consumo dessa fonte proteica, como questão social, já que há gasto de água potável no processo de criação dos animais e maus tratos contra os mesmos.
A princípio, segundo a Organização Mundial de Saúde, o padrão da água para um consumo seguro é determinado por uma amostra insípida, inodora, incolor e no estado liquido. Posto isso, vê-se que a disponibilidade desse recurso é limitada, pois grande parte da água contida no planeta se encontra nos mares ou em geleiras, o que dificulta seu consumo, haja vista a inadequação à necessidade fisiológica de alguns seres vivos. Por isso, com o aumento da ingestão de carnes e da criação de animais, o gasto de água potável também sofreu acréscimo em detrimento da cadeia produtiva. Por conseguinte, há escassez desse mecanismo, já restrito, indispensável para a manutenção da vida. Dessa forma, cria-se a importância de discussão sobre o consumo de carne como questão social, na sociedade atual.
Outrossim, a Constituição Federal assegura aos animais o direito de proteção e repudia qualquer ato de maus tratos. Entretanto, observa-se que, em casos ilegais, durante o processo de criação, transporte e abate de suíno, bovinos ou aves, há exposição do animal à rotinas estressantes, má alimentação, pouco espaço para sobrevivência e até agressões físicas, em prol da produção em massa de carnes para o consumo humano. Como consequência, o índice de ataques aos animais aumenta drasticamente em função do hábito de consumo de carnes em grande escala. Dessa maneira, em virtude da falta de empatia ao lidar com os animais, faz-se necessário a discussão social a respeito dessa temática.
Portanto, é preciso que o o Ministério da Educação, responsável por adotar política desenvolvedoras do intelecto estudantil do país, crie uma Proposta de Emenda Constitucional que modifique o habito alimentar das crianças e desmistifique a crença da necessidade de consumo diário de carne. Isso pode ser feito por meio de palestras ou brincadeiras lúdicas aplicadas por nutricionistas e pedagogos, nas escolas de ensino fundamental, a fim de que diminua o consumo excessivo de carnes e, consequentemente o gasto de água potável. Além disso, é necessário o acompanhamento de médicos veterinários e policia ambiental, em todo sistema produtivo dos abatedouros, para que o índice de maus tratos entre em declínio. Assim, a importação da discussão desse tema, na sociedade atual, irá se tornar obsoleta, progressivamente.