O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 21/07/2020

Segundo a plataforma “Water Footprint”, estima-se que são usados 15,5 mil litros de água na produção de 1 quilo de carne bovina. Com isso, é de fundamental importância se discutir os hábitos alimentares atuais. Assim, as causas e consequências desse perigoso cenário devem ser analisadas. Primeiramente, é preciso entender que esse consumo não é consequência apenas de aspectos culturais, mas também sociais. De acordo com a Teoria Demográfica Ecomaltusiana, o crescimento populacional acelera o consumo de recursos naturais, ocasionado diretamente pela falta de planejamento familiar e acesso a métodos contraceptivos. Logo, apesar do costume carnívoro, a miséria é um fator determinante a mudança dessa questionável situação. Como consequência, temos um elevado desmatamento, consumo de água, lançamento de agrotóxicos no meio ambiente e maus tratos animais. Por exemplo, o documentário “Cowspiracy’ retrata essa realidade, pois apresenta o quanto a pecuária agrava o efeito estufa, a porcentagem exacerbante de áreas desmatadas e uso de recursos hídricos, a negligência durante a criação dos animais em cativeiro, o descarte totalmente revoltante de animais com anomalias, entre outros. Entretanto, o crescimento desse mercado aumenta gradativamente e apresenta enorme importância econômica. Em suma, fica claro que medidas devem ser adotadas para que ocorra uma conciliação entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Portanto, costumes e motivos do alto consumo de produtos animais devem ser minimizados. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve investir mais no ensino público de qualidade, por meio de uma maior destinação de recursos para locais carentes, além de incentivos monetários a projetos de pesquisa no ensino superior, para que minorias tenham reais condições de ascensão social e com isso uma menor taxa de fecundidade, permitindo maior condição de mudanças alimentares. Como resultado, dados alarmantes como os da “Water Footprint” serão combatidos.