O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 21/07/2020

‘‘Voce é o que voce come’’,esse é um ditado cordial e amplamente difundido ao conhecimento popular acerca das ações alimentares. Todavia, esse assunto tem sido alvo de discussões e teorias conclusivas desde o século XIX, onde o economista Thomas Malthus concluiu que a população crescia além do crescimento alimenticio. Com isso, houve a necessidade de adotar novas medidas alimenticias a larga escala, como por exemplo, a inovaçãona agricultura e agropecuaria. Diante disso, a industria cultural capitalista se empenhou em impor a sociedade a necessidade do consumo de carne em grande escala e outros estilos vigentes a apropriação de hábitos alimentares na sociedade atual.

Nesse sentido,é evidente que alguns dos hábitos alimentares são influenciados pela ‘‘Revolução Verde’’ do século XX, que contrariou o Malthusianismo, ao mostrar que através de alterações genéticas e produção em larga escala pode-se alimentar a grande demanda populacional vigente.E isso acarretou para o consumismo excessivo e protagonismo da carne nos hábitos alimentares de diversas culturas, o que gerou desde o desmatamento exarcebado até doenças crônicas no que tange ao excesso de consumo da carne e outros.

Por outro lado, é comum o entendimento de que o cultivo em larga escala do gado e outros animais para o consumo está diretamente ligado ao desperdicio de água e aos efeitos climáticos que tange ao aquecimento global. No entanto, segundo o ’’ Jornal Dia do Campo’’ a água que é utilizada para produção do gado e de suas pastagens é apenas parte de  ciclo ecológico que flui conforme a necessidade ambiental e portanto não é o principal causador da extinção de água potável. Além disso, segundo o biólogo Kennedy Ramos cerca de 70 porcento do ferro absorvido pelo corpo humano provém da carne (em suas proteinas), e segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatistica cerca de mais de 50 porcento do trabalhadores brasileiros são informais , e que portanto não terão aposentadoria(logo dependem de seus esforços fisicos constantemente), por isso necessitam dessa imunidade que provém da carne e derivados para sobreviverem em seu contexto laboral e cotidiano.

Por conta disso, é crucial levar os efeitos sociais e ambientais de igual modo, quando falamos da principal matriz imunológica da sociedade contemporânea. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, no

intuito de reduzir os impactos da agricultura e agropecuaria intenssiva, deve estimular a rotação de culturas para reabilitar os nutrientes do pasto e evitar assim, o desmatamento continuo. Junto a isso, o Ministério da Saúde , afim de regular os parâmetros alimenticios a necessidade fisica do individuo, deve estipular por meio de campanhas em rede midiáticas , a quantia e porção média para o consumo de carne e de outros alimentos , com efeito na diminuição do consumismo e desmatamento excessivo .