O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 22/07/2020

O movimento literário ocorrido no século XVIII conhecido como arcadismo, trazia em suas obras a valorização da natureza e do espaço rural. Na atualidade, a relação entre homem e meio ambiente mudou completamente, visto que ha um consumo excessivo de carne da sociedade e tal fato leva a impactos ambientais críticos. Sendo assim, a análise acerca do apresentado torna-se imprescindível.

Em primeiro plano, é válido destacar os principais aspectos que contribuem para o consumo exacerbado da carne. A necessidade da proteína em refeições é notoriamente indispensável. Entretanto, por motivos como imediatismo, ignorância ou desinteresse, há a falsa crença de que a única fonte possível é a de origem animal, aumentando assim a compra desses alimentos. Além disso, a ingestão da carne muitas vezes ocorre simplesmente pelo prazer de comer e não pela quantidade de proteínas necessárias num dia, fato que, atrelado aos popularizados “fast foods”, intensifica o consumo.

Outro fator a ser considerado, é o impacto ambiental que a indústria da carne. Os danos variam entre desmatamento, intensificação do efeito estufa e gastos absurdos de água doce. De acordo com dados da Organização Das Nações Unidas Para Agricultura e Alimentação ( FAO), a produção de gado corresponde a pelo menos 20% da emissão dos gases estufa. Somado a isso, os largos pastos destinados à criação dos animais são vastas áreas desmatadas que continuamente crescem com a expansão da fronteira agrícola, prejudicando ecossistemas inteiros. Ademais, vale lembrar que são necessários 15 mil litros de água para produzir 1 quilograma de carne bovina. Com isso, fica evidente o quão insustentável e preocupante é o cenário que essa indústria, incentivada pelos consumidores, proporciona para o planeta.

Infere-se, portanto, medidas que alterem o contexto apresentado. O Ministério da Educação deve organizar palestras a serem ministradas por nutricionistas em escolas, com o intuito de apresentar fontes alternativas de proteínas, visando uma reeducação alimentar da população e consequentemente, a redução do consumo de carne. Outrossim, é dever da mídia veicular campanhas nas redes sociais a respeito dos impactos ambientais causados pela indústria da carne. Com essas ações iniciais, a sociedade estará um passo mais próximo de recuperar a relação de valorização da natureza assim como na época dos escritores árcades.