O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 22/07/2020

O filme “Okja” de 2017, retrata de forma futurista as questões alimentares relacionadas ao consumo mundial de carne e a polêmica questão do vegetarianismo e veganismo. Fora da ficção, debates sobre questões ambientais relacionadas a emissão de metano pelas criações de bovinos, desmatamento para formação de pastos e o alto consumo de água na pecuária estão em ascensão devido ao panorama atual de empatia animal e sustentabilidade.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que de acordo com o site “Agência Fapesp”, o  principal gás de efeito estufa gerado pelos bovinos é o metano entérico, produzido na digestão dos ruminantes e eliminado por eructação. Outro impasse similar à pecuária do gado é o desmatamento da vegetação nativa para formação de pastos. Destarte, observa-se que, apesar do desenvolvimento tecnológico de cochos automáticos e cabrestos coletores que visam diminuir a emissão do gás, uma forma eficiente ao impasse é a diminuição do consumo da carne desses animais.

Cabe mencionar, em segundo plano, o alto consumo de água na pecuária, principalmente relacionado a produção da carne bovina. De acordo com informações do site da “Embrapa Brasil”, a média global da pegada hídrica de um quilo de carne bovina é de 15,5 mil litros de água. Em contrapartida, a produção de 1 kg de frango necessita de pouco menos de 4 mil litros, porém a produção de carne continua sendo problemática e afetando negativamente o meio ambiente. Dessa forma, o veganismo é um aliado à sustentabilidade e a qualidade de vida animal.

Portanto, o Ministério do Meio Ambiente deve criar uma população consciente dos malefícios da produção de carne ao meio ambiente, por meio de campanhas midiáticas impactantes. Também é necessário implementar uma Lei Federal que diminua em pelos menos 50% a quantidade de carne bovina nas Escolas e Restaurantes Universitários. Espera-se, com isso, criar uma população consciente e, assim, diminuir o consumo de carne e, por conseguinte, os impactos da sua produção.