O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 21/07/2020

É sabido, com o advento da sociedade capitalista, o consumo excessivo induzido pela mídia e a necessidade de matéria prima crescente. Consoante, a inteligência - segundo Paul Watson - é a capacidade das espécies viverem em harmonia, demonstrando a importância do equilíbrio interespecífico - entre as formas de vida. Contudo, mesmo diante do alto consumo, o assunto é tratado pelo brasileiro de forma irrelevante, sendo dispensada a educação alimentar nas escolas e escondendo os métodos de produção torturantes a que são submetidos os animais, como por exemplo na produção do Foie Gras - proibida em diversos países europeus, em que o órgão do animal é induzido ao inchaço por meio alimentação forçada. Dessa forma, é visível que, apesar de sua extrema importância, não é de interesse estatal ou das empresas alimentícias a reeducação alimentar brasileira.

Primeiramente, é notável a mídia como catalisador principal no consumo excessivo de carne do brasileiro. Tais agentes realizam pesquisas e métodos para induzir o indivíduo à compra do produto, utilizando, muitas vezes, o neuromarketing como forma de convencimento. Assim, a demanda gera aumento na produção, observável uma vez que, o Brasil, como um dos maiores consumidores de carne do mundo, possui um rebanho bovino de cerca de 200 milhões de cabeças.

Paralelamente, é perceptível o desinteresse Estatal na mudança dos hábitos alimentares brasileiros. Isso, visto que o alto consumo gera enriquecimento das empresas que, por sua vez, manipulam a economia e gera a dependência governamental da empresa. Desse modo, é notório o descontrole e inefetividade das Leis Ambientais para controle dos métodos de produção, tendo em vista que as empresas são constitutivas e apoiam economicamente o Estado.

Portanto, é visível, apesar da importância da educação alimentar dos brasileiros, o desinteresse Estatal e a influência da mídia na propagação desse consumismo exagerado. Destarte, é essencial que o Ministério da Educação - órgão responsável pelo planejamento educacional e liberação de verba para gestão do ensino - em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - órgão submisso ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela proteção ambiental e execução das Leis Ambientais em campo, realize a reeducação dos hábitos alimentares brasileiros e controle dos métodos de produção nos matadouros e criadouros, por meio de políticas públicas para entendimento popular da produção e aplicação efetiva das Leis Ambientais, para que haja consumo consciente e cumprimento da Lei, a fim de que o brasileiro sofra menos influência midiática e mantenha o equilíbrio e harmonia entre espécies, como dito por Paul Watson.