O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual

Enviada em 08/08/2020

A Revolução Industrial ocasionou em um gradual distanciamento do homem em relação a natureza. Desse modo, o consumidor que antes possuía uma relação mais próxima com a produção de carne, hoje pode simplesmente comprá-la sem a necessidade de conhecer o processo. Por conseguinte, essa prática acaba não só intensificando impactos socioambientais, como também estimulando o consumo de carne em excesso.

Inicialmente, é preciso considerar como a indústria da carne, especialmente a criação de gado, necessita de um grande espaço para se desenvolver. Logo, uma grande área acaba tendo o solo compactado, causando diversos problemas ambientais. Além disso, a comunidade local acaba tendo que disputar território com os grandes produtores rurais. Prova disso é o impasse entre indígenas e empresários do agronegócio, que entram em conflito sobre a questão da demarcação de terras. Em síntese, o modo como a pecuária se desenvolveu no Brasil, traz grandes consequências para a população local e o meio ambiente.

Ademais, O aumento no consumo de carne também é um fator de risco, uma vez que a produção também cresce. Esse processo, além de precisar de um abate de animais cada vez maior, também exige uma grande quantidade de recursos naturais. De acordo com o economista Thomas Malthus, a população crescerá de modo que o suprimento de recursos não será capaz de acompanhar. Em suma, o consumo excessivo de carne pode corroborar para a insuficiência de alimentos futuramente.

É Inegável, portanto, que a produção e consumo de carne em grande escala torna-se prejudicial a longo prazo. É dever das instituições de ensino oferecerem informação sobre a indústria da carne e seus impactos. Isso pode ser feito através de aulas sobre educação alimentar, que forneçam ao aluno práticas alimentares mais sustentáveis. Com o intuito de diminuir o consumo de carne e, consequentemente, o impacto que ele causa. E, assim, considerar a alimentação como um pilar de preservação ambiental.